Category Archives: Carla Couto

Carla Couto no “Correio de Sintra” (02/07/2010)

Carla Couto no "Correio de Sintra"

Carla Couto, que ultrapassou o histórico número de internacionalizações de Luís Figo, foi notícia no “Correio de Sintra” do dia 2 de Julho de 2007.

Podem ler o artigo aqui, na página 24 (PDF).

via aminhabola.blogspot.com

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“Prémios Lugar Cativo 2010”

A "nossa" atleta é um exemplo para todas. Parabéns, Carla!

A 2ª edição dos Prémios Lugar Cativo / Halcon Viagens distinguiu esta noite Jorge Jesus com o Grande Prémio, um galardão destinado a uma figura maior do Futebol Português. Manuel José, a equipa de futsal do Benfica e a Selecção Nacional de Futebol estão igualmente em evidência neste evento que se realiza no Centro de Congressos do Estoril.

Os Prémios Lugar Cativo / Halcon Viagens visam distinguir as grandes figuras do futebol nacional e internacional da temporada 2009/2010, galardoando igualmente duas personalidades pela sua carreira e relevância no desporto Rei, em Portugal.

O Grande Prémio, atribuído directamente pelo Lugar Cativo, foi entregue a Jorge Jesus, treinador do Sport Lisboa e Benfica. Depois de conquistar o primeiro campeonato nacional da sua carreira ao serviço do Benfica, Jorge Jesus, de 55 anos é homenageado pelo Rádio Clube e Halcon Viagens pela sua carreira como jogador e treinador.

O Prémio Especial Carreira foi entregue a Manuel José. O treinador natural de Vila Real de Santo António é homenageado depois de ter vencido quatro Liga dos Campeões Africanos e 3 campeonatos ao serviço do Al-Ahly do Egipto. Manuel José treinou ainda o Sporting, o Benfica e o Boavista ao longo de 25 anos de carreira. 

Para além dos prémios mais importantes da noite, o Rádio Clube e a Halcon Viagens decidiram ainda atribuir duas menções honrosas. A primeira foi à equipa de futsal do Benfica que venceu este ano a UEFA Futsal Cup. A segunda menção honrosa foi atribuída a Dr. Manuel da Silva Brito pelo seu contributo que tem dado à democratização do desporto em Portugal e pelas suas preocupações com o desporto nas Escolas.

Numa altura em que prepara a participação no Mundial da África de Sul, os Prémios Rádio Clube / Halcon Viagens decidiram ainda homenagear a Selecção Nacional de Futebol e a Associação de Futebol de Lisboa, esta pelos seus 100 anos de existência.

Além destes galardões, nas sete categorias que premeiam os valores da última época a escolha dos ouvintes recaiu sobre:

Grande Esperança do Ano
Pizzi

Futebolista Mundial do Ano
Lionel Messi

Revelação do Ano
Fábio Coentrão

Melhor Atleta de Outras Modalidades
CARLA COUTO (Futebol Feminino)

Melhor Jogador do Campeonato Nacional
David Luiz

Treinador do Ano
Jorge Jesus

Futebolista Português do Ano
Carlos Martins

                      
                
É um enorme orgulho ter-te como colega de equipa e ver-te espalhar talento por palcos nacionais e internacionais.
Parabéns, Carla!

Vota na Carla Couto!

Carla Couto está nomeada para “Melhor Atleta de Outras Modalidades”, numa votação Rádio Clube Português

Carla Couto, jogadora do 1.º Dezembro e da selecção nacional, está nomeada para “Melhor Atleta de Outras Modalidades”, no site do Rádio Clube Português.

Votem na Carla AQUI!

in aminhabola.blogspot.com


Carla Couto na divulgação dos convocados de Queiroz

Carlos Queiroz anunciou os 24 pré-convocados para o Mundial (António José/EPA)

Não tenho aqui imagens à mão, mas as fotografias estão n’ “A Bola” de hoje [11 de Maio] e, claro, estão gravadas no vídeo da cerimónia de divulgação dos pré-convocados de Carlos Queiroz para o Mundial.

Coomo já tinha escrito aqui, Carla Couto foi convidada a participar na cerimónia. Não vi a intervenção de Couto com o jornalista Pedro Pinto, mas julgo que a presença da nossa jogadora mais internacional de sempre já é, por si só, de louvar. Haja finalmente reconhecimento do nosso futebol feminino e, claro, da grande jogadora que é Carla Couto. 126 internacionalizações é obra! (e recordo que houve uma fase triste em que esteve afastada das convocatórias)

Quanto aos convocados, cada um terá uma opinião diferente, de certeza, como também já acontecia com Scolari (que, no entanto, tinha o dom de juntar o povo à selecção, ao contrário de Queiroz), mas quando o Mundial começar… estaremos todos a apoiar Portugal.

(via CPM)

in aminhabola.blogspot.com

 

É com enorme orgulho que vemos o reconhecimento dado a Carla Couto. A sua inclusão neste tipo de eventos não só dá à atleta do SU 1.º Dezembro a atenção que merece devido ao seu percurso exemplar no futebol feminino mas também proporciona visibilidade a tod@s nós. Assim, mais pessoas “descobrem” o futebol feminino e, esperamos, começam (ou continuam) a apoiar-nos.


Carla Couto, na Visão online

Na sequência da reportagem escrita publicada na Edição 893, de 15 de Abril, da revista Visão, damos conta da existência de uma reportagem fotográfica. Para conferir, clique aqui.

Carla, a encarnação do futebol feminino

Carla Couto fez um "poker" na final da Taça de Portugal

Tem 37 anos, joga num clube de Sintra e só lhe falta um jogo pela Selecção Nacional para bater o recorde de internacionalizações de Luís Figo.

Carla Couto concedeu uma pequena entrevista

[para ouvir a entrevista, carregue aqui]

A vida de uma futebolista não tem nada a ver com a dos seus companheiros masculinos. Carla Couto, 37 anos, é jogadora da Sociedade União Primeiro de Dezembro, um clube de Sintra, com cerca de 800 associados. Dela foram quatro dos seis golos com que o “Primeiro” bateu o Boavista na final da Taça de Portugal no sábado passado, que pela primeira vez se realizou no mítico estádio do Jamor. Carla, uma jogadora da selecção nacional que será, em pouco tempo, a atleta mais internacional da Federação Portuguesa de Futebol – está a uma internacionalização de bater Luís Figo e a duas de bater o recorde – só por uns meros três meses ganhou dinheiro com o desporto em que fez carreira.

Foi na China, em 2001, onde disputou, a convite da federação chinesa de futebol, uma superliga de clubes e onde ganhou, na altura, o que numa liga amadora como a nossa podia ser considerado uma “pequena fortuna”: quase três mil dólares (2200 euros ao câmbio de hoje),  por mês.

De resto, e ao contrário das estrelas futebolísticas masculinas, Carla Couto trabalhou a vida toda – foi desde vendedora de pilhas a operária de fábrica até à actual profissão, auxiliar de acção educativa. Teve uma lesão grave durante a carreira – partiu o perónio, num treino, ao serviço da FPF – e perdeu o emprego, por ter que estar quatro meses em recuperação. Valeu-lhe, então, a ajuda voluntarista da federação – caso contrário teria passado um mau bocado. Passou por clubes maiores, como o Sporting -que entretanto acabou com a secção feminina de futebol alegando, no tempo da presidência de Santana Lopes, razões económicas -, pelo Trajouce, pelo Futebol Benfica e pelo Primeiro de Dezembro – onde fez a maior parte da sua carreira. 

 

João Dias Miguel
11:26 Quinta-feira, 15 de Abr de 2010, in Visão online

“Mulher do Jogo”, in FPF

Carla Couto vence prémio Hertz (©FPARAISO)

Sábado , 10 Abril 2010

A vice-capitã do 1º de Dezembro, Carla Couto, foi eleita a Mulher do Jogo na Final da Taça de Portugal de Futebol Feminino e venceu o prémio Hertz (um voucher de fim-de-semnana com um veículo Hertz).

in FPF


“Selecção feminina. Há vida para além do futebol”, in jornal i

A selecção nacional feminina joga hoje [no Sábado] com a Itália. O i foi conhecer o que elas fazem fora das quatro linhas

Carla Couto é a mais internacional. Já representou a selecção por 124 vezes

Carla aparece junto ao portão de ferro numa bata aos quadrados cor-de-rosa que lhe dá pelos joelhos. Junto à barra inferior do bibe, duas nódoas de tinta de cores diferentes saltam à vista. Obra de algum miúdo mais criativo que decidiu não se cingir à folha de papel, pensámos. A touca na cabeça com que nos recebe é sinal de que chegámos em má altura. Oitenta crianças gritam com fome do outro lado da grade. Era hora de almoço, Carla estava atarefada.

A auxiliar educativa nasceu dias antes de a Revolução dos Cravos rebentar nas ruas de Lisboa. Antes da liberdade, pouco ou nenhum crédito era dado às mulheres que jogavam futebol. Agora, recorre-se a lugares comuns para caracterizar uma modalidade em mudança: “Os tempos são outros. As pessoas começam a dar cada vez mais valor ao futebol feminino. Alguns jogos já são transmitidos na televisão e o impacto é sempre maior. As pessoas comentam, falam sobre nós”, explica a jogadora que há mais tempo alinha pela selecção nacional feminina de futebol. Carla Couto começou a jogar com 19 anos. Hoje, com 35, é uma das mais velhas da formação. No currículo há experiência de sobra, jogou no Sporting Clube de Portugal, no Trajouce, de Cascais, no Futebol Benfica, foi para a China, voltou, e fez uma pré-época no Arsenal, em Londres. Mas há 14 anos que veste a camisola do clube sintrense, o 1.o Dezembro, onde é subcapitã. “O futebol é o meu hobby, mas a minha profissão é esta”, sorri. Carla deixa-nos por momentos e espreita pela porta do infantário, fiscalizando a empreitada de dar de comer a tantas crianças. “Peço desculpa, mas a esta hora é sempre tudo muito complicado e hoje, por azar, só estou eu e outra colega”, explica, retirando novamente a touca da cabeça.

A futebolista trabalha há três anos no Jardim Infante da Anta, no Cacém. É uma das responsáveis pelo acompanhamento pedagógico e pela vigilância de crianças entre os cinco e os seis anos. Quando o dia de trabalho chega ao fim e não há mais crianças a correr pelos corredores, faz-se a limpeza do espaço. Talvez um dia não haja mais futebol. O tempo não perdoa, mas Carla não vacila. “Não há limite. Cada jogadora tem de ter consciência de até onde pode ir. Toda a gente sabe que a carreira de futebolista é curta”, diz a avançada. Mas a Carla não falta energia e com uma bola da Coca-Cola retirada de entre o amontoado de brinquedos do jardim- de-infância começa a dar cabeçadas de fazer inveja a muita gente.

OS RAPAZES Carole continua a gostar mais de jogar futebol com rapazes. “Eles são mais competitivos, dão mais luta, aprende-se mais”, sorri a defesa de 19 anos, sentada no sofá do Quiaios Hotel, junto ao centro de estágios onde a equipa se preparou ao longo da semana para o jogo de hoje contra a Itália, com vista ao apuramento para o Mundial do próximo ano. “Comecei a jogar aos 13 numa equipa de rapazes, mas tive de mudar para poder continuar a jogar a um nível superior”, conta-nos, enquanto passa os dedos pelo cabelo molhado, rematados pelas unhas pintadas entre o vermelho e o rosa forte. “Agora é diferente, jogo com raparigas e a competição é maior. Sinto que tenho crescido imenso com as jogadoras mais experientes.” Carole Silva Costa estuda na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. É natural de Braga e o sotaque não deixa esconder as origens. Carole, descontraída, parece não ter idade para preocupações (para além de não poder comer batatas fritas durante a semana de preparação), mas ainda assim há uma que a assalta de vez em quando. “Às vezes pode tornar-se complicado andar sempre de um lado para o outro com a selecção. Quando fico muito tempo em estágio e depois volto à faculdade apercebo-me de que na maior parte das vezes perdi grande parte da matéria. Então tenho de pedir os apontamentos aos meus colegas e andar a fotocopiar textos”, conta, referindo que as novas tecnologias são uma grande ajuda. “Os meus professores já me mandam os powerpoints e as aulas para o mail”, ri.

OS TROFÉUS Joana está do outro lado da sala de aula. É professora de Educação Física na EB1 Oliveira, perto de Barcelos. “Os meus alunos ficam surpreendidos quando descobrem que jogo na selecção nacional. Uma vez pediram-me para levar os troféus para a escola, queriam ver, estavam muito curiosos”, diz-nos a futebolista do Leixões SC. “Acho que a fase ‘do futebol é só para homens’ já acabou. As pessoas estão mais atentas e mesmo os meus miúdos, que têm seis e sete anos, já perceberam isso.” Joana Carvalho, 24 anos, que joga como médio na selecção, ainda não viu entraves à realização das duas paixões. “Neste momento estou a conseguir conciliar a profissão com o futebol. De vez em quando tenho de pedir a alguém para me substituir na escola, mas sei que um dia vou ter de fazer opções”, desabafa antevendo o futuro. E por qual delas vai optar? “Essa é a pergunta mais difícil de todas”, ri. “A selecção nacional é óptima, mas não é certa. Não vai durar a vida inteira, infelizmente”, suspira.

 

in i


“Contribuir para o sucesso”, in FPF

Carla Couto espera contribuir para o sucesso do Futebol Feminino (©FPARAISO)

Domingo , 28 Fevereiro 2010

Apesar de não se sentir um ídolo para as jogadoras mais novas, Carla Couto admite que as 122 internacionalizações ao serviço da Selecção Nacional Feminina A fazem dela um exemplo a seguir.

Em entrevista ao fpf.pt, a avançada lusa deu conta dos projectos para o futuro e do orgulho em pertencer a um grupo capaz e forte.

fpf.pt: Enquanto jogadora mais velha e experiente do grupo, sentes que tens um estatuto de ídolo para com as mais novas?
Carla Couto (CC): Ídolo, não. Sei que tenho um estatuto diferente, por tudo o que fiz e por tudo o que tenho dado ao Futebol Feminino, mas não me sinto um ídolo. Porém, tenho consciência que sou um exemplo a seguir, porque qualquer jogadora deseja chegar onde cheguei e vêm para a selecção com esse pensamento.

fpf.pt: É hábito solicitarem-te conselhos ou ajuda em momentos mais decisivos?
CC: A mim, especificamente, não. A verdade é que, tanto eu como as minhas colegas que cá estão há mais tempo, acabamos por ter sempre uma palavra de incentivo, dentro e fora de campo. Mas a entreajuda é tão grande que, indenpendentemente da experiência que tenhamos, isso acaba por ser mútuo.

fpf.pt: Qual o momento mais marcante da tua vida, ao serviço da Selecção Nacional?
CC: Houve um momento no Mundialito do ano passado que me marcou bastante, que foi o golo diante da Finlândia. Apesar de depois ter falhado uma grande penalidade e ter ficado um sabor amargo, posso dizer que esse momento jamais o esquecerei, esse golo ficará para sempre na memória.

fpf.pt: Há uns anos atrás estabeleceste como meta alcançar as cem internacionalizações. E agora, quais são as tuas ambições?
CC: O meu primeiro objectivo é ajudar a Selecção Nacional em qualquer situação e depois é conseguir o maior número de internacionalizações. Neste momento, só o facto de estar presente na selecção é um motivo de grande orgulho, porque já há muito que não sentia um grupo tão forte, unido e com uma capacidade de trabalho tão estruturada. É uma satisfação muito grande fazer parte deste lote, por isso o sucesso desta equipa é a base para as minhas ambições.

fpf.pt: O que mudou na Selecção Nacional ao longo destes anos todos?
CC: Desde que esta equipa técnica assumiu os destinos da equipa notaram-se grandes diferenças e tornou-se uma satisfação muito grande fazer parte dela. Os técnicos criaram uma base sólida, organizaram o trabalho de forma muito séria e dedicam-se mais à preparação da equipa. Nós notamos que as pessoas que estão acima de nós estão empenhadas no nosso sucesso e isso aumenta a nossa satisfação e motivação. É mais fácil trabalhar quando sentimos que as pessoas que estão acima de nós trabalham com gosto
Eu costumo dizer que somos o espelho de quem nos treina e, se neste momento, estamos a jogar bem e de forma bastante diferente, então a equipa técnica só pode estar orgulhosa do trabalho que tem feito.
Não estou a desprezar o trabalho feito pelos técnicos anteriores, mas o empenho das pessoas que nos treinam tem dado frutos.

fpf.pt: Depois do empate frente à Roménia, como vão encarar o último jogo deste grupo?
CC:  O empate soube a pouco, por tudo que fizemos e pelas oportunidades que criámos, mas não nos tira a convicção de fazer um bom resultado amanhã e ficar em primeiro lugar do grupo. Na próxima quarta-feira [3 de Março], iremos, com certeza, manter este espírito e partiremos com vontade de mostrar a nossa qualidade, que tem ficado patente nos nossos últimos jogos.
Em qualquer desafio, o nosso objectivo é sempre fazer melhor e não será um empate que mudará essa mentalidade.

fpf.pt: Como gostarias de ser recordada mais tarde?
CC: Penso que qualquer uma de nós, das que neste momento integram este lote de jogadoras, será sempre recordada como aquela que contribuiu para a evolução da Selecção Nacional. O mediatismo que temos alcançado nos últimos anos é fruto do trabalho que temos vindo a fazer dentro e fora da selecção, daí ficarmos para a história.
Devo realçar o esforço das nossas colegas que jogam fora de Portugal e que têm contribuído para o nosso reconhecimento. É verdade que fazem o que gostam, mas não deixam de fazer sacrifícios ao estarem longe de casa, da família e dos amigos e todas devemos reconhecer esse esforço.
A mim, bastar-me-á saber que contribui para o sucesso do Futebol Feminino.

in FPF


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