Dia para esquecer

Acordámos cedo e bem dispostas. Às 10.30 esperávamos um passeio por um dos grandes jardins de Osijek. Em passada rápida e conversas soltas, andámos cerca de 20 minutos, intervalados por relaxantes alongamentos.

De volta ao hotel, instaladas em ansiedade, chega finalmente a hora de almoço. Passa tudo a correr até que às seis saímos do Hotel Osijek.

De partida para o estádio do local Osijek

Num autocarro, desta vez só para nós, demoramos cerca de 15 minutos até chegar ao estádio do Osijek. Assim que chegamos, temos oportunidade de assistir a alguns minutos do jogo Osijek vs Rossyianka. Depressa percebemos o bom nível das equipas, com natural superioridade (já demonstrada no marcador, 0 a 3) para as russas.

Assistimos a escassos momentos da partida Osijek vs Rossyianka

Houve ainda tempo para assistirmos, perplexas, a um desentendimento que à partida não se previa: uma jogadora croata vem tirar dividendos a uma russa que acabava de cometer falta. Seguem-se os tradicionais empurrões e puxões. Resultado: acabam as duas expulsas. Nada a dizer desta decisão.

O aparato que acabaria com duas expulsões

Terminado o jogo das adversárias dos dias seguintes, chega a altura de aquecer. Reparamos que a relva está muito seca e que a bola nos oferecia boas garantias –  passe a publicidade, as bolas Nike são conhecidas por ter grande qualidade e favorecerem o passe.

Entrámos em campo confiantes, embora tivéssemos plena noção de que iria ser muito difícil e, para levar de vencida as adversárias, seria necessário não cometer erros em zonas cruciais.

O 11 titular a ouvir o hino da Champions feminina

As irlandesas do St Francis marcam o golo numa altura em que tal não se fazia prever. As equipas estavam a estudar-se, ainda com longos períodos de posse e circulação de bola de parte a parte. Num contra-ataque, uma irlandesa descaída sobre a direita da nossa defesa tenta fazer o cruzamento largo e, previsivelmente ou não, a trajectória da bola em direcção da baliza traduz o primeiro golo.

Conseguimos finalmente empatar, por intermédio de Paula Cristina, após marcação de um canto. Escassos minutos depois sofremos novo golo: desmarcação na diagonal da ponte-de-lança irlandesa entre as nossas centrais aos 40 minutos.

Intervalo e uma sensação que raramente sentimos ao perder um jogo. Aquela metade estava perdida e não havia volta a dar. A mensagem ao intervalo era essa mesma, a de termos de lutar pela 2ª metade! Não iríamos desistir, pela certa.

Azar dos diabos! Entramos na 2ª parte praticamente a sofrer o 3 golo. Impressionante! Desoladas, levantamos na cabeça e procuramos a posse de bola para reverter o resultado. Não conseguíamos criar situações de grande perigo, embora dominássemos o jogo e encostássemos as irlandesas à sua metade do terreno. Remates ao lado, cantos marcados, livres e nada, a bola teimava em fugir da baliza.

Num lançamento lateral – esta central irlandesa tem um lançamento digno de um centro, coisa para 30 metros, no mínimo – a bola chega até à zona de penalti. Novo erro: aparece na área a ala do St Francis que não perdoa. Não havia hipótese para a nossa capitã, Carla Cristina.

4-1 aos 53 minutos. A partir daí o sentido do jogo foi único, o do nosso ataque, muitas vezes emocional e pouco racional. No fim de contas, sabíamos lutar contra um resultado muito difícil.

Mas nem aí desistimos. Acabámos os noventa em cima delas. É certo que não marcámos, que errámos nos momentos cruciais. Mas não desistimos e disso podemos orgulhar-nos.

Momento de recuperação no dia a seguir ao primeiro jogo

Temos equipa, estamos unidas. Percebemos os erros individuais e colectivos e trataremos de os corrigir. O 1º está para a luta!

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