“Expoente máximo”, FPF

Carla Couto, que conta com 126 internacionalizações, representa o 1º de Dezembro (©FPARAISO)

Expoente máximo
Terça-Feira , 06 Abril 2010

Assumindo o papel de sub-capitã do 1º de Dezembro, Carla Couto deu conta do orgulho que sente em marcar presença em mais uma Final da Taça de Portugal, que este ano se reveste de um significado especial por ser disputada no Estádio Nacional.

Em declarações ao fpf.pt, a jogadora mais internacional da Selecção Nacional Feminina, com 126 internacionalizações, antevê um jogo complicado frente ao Boavista, apelando ao apoio massivo dos adeptos da formação de Sintra.

fpf.pt: Já disputou quatro finais da Taça de Portugal. O que é que cada uma tem de especial?
Carla Couto (CC): É sempre um marco, um acontecimento importante para todos nós, jogadoras e equipa técnica. É uma sensação única chegar ao final da época e saber que, para além de podermos lutar pelo título de Campeã Nacional, temos a oportunidade de conquistar um título desta importância. Ainda por cima, ao ser no Jamor torna-se o expoente máximo da época. É o sonho de qualquer jogadora disputar a Final da Taça naquele estádio.

fpf.pt: Caso o 1º de Dezembro vença o jogo, terá um sabor especial levantar a Taça no Estádio Nacional?
CC: Terá um sabor diferente, certamente, até porque é a primeira vez que a Taça de Portugal Feminina é disputada no Jamor e, se ganharmos, será muito agradável levantar a Taça naquele estádio.

fpf.pt: O facto de a final ser disputada no Estádio Nacional significa que a prova e o próprio Futebol Feminino têm tido maior projecção, ao longo dos anos?
CC: Sem dúvida e os meus parabéns a todos os que têm apoiado, desenvolvido e prestado mais atenção ao Futebol Feminino, porque as jogadoras merecem por toda a dedicação e empenho que colocam nestes desafios. Nós somos amadoras e fazemos muitos sacrifícios para podermos jogar, por isso agradeço a todos os que lutam pelo Futebol Feminino.

fpf.pt: Nesta meia-final defrontou algumas das colegas da Selecção Nacional. É mais complicado manter a concentração quando assim é?
CC: Não, porque nessas situações abstraímo-nos e cada uma defende a camisola que veste, e o respeito é igual quer estejamos perante colegas da Selecção ou não. É lógico que o carinho que sinto por elas é diferente, mas o respeito é igual e a vontade de vencer também.

fpf.pt: Como antevê o jogo diante do Boavista?
CC: Vai ser complicado. É o adversário que nos calhou, que nos merece todo o respeito e que tem muitas qualidades, mas o 1º de Dezembro tudo vai fazer para vencer e conquistar a Taça de Portugal.

fpf.pt: É importante contar com muito apoio nas bancadas nesse dia?
CC: Acho que era bonito termos o Estádio Nacional com muita gente, porque como é a primeira final disputada lá era importante contarmos com o apoio de todos e ver pessoas a assistir aos jogos de Futebol Feminino. É muito importante para nós sentir o interesse das pessoas.

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