“Contribuir para o sucesso”, in FPF

Carla Couto espera contribuir para o sucesso do Futebol Feminino (©FPARAISO)

Domingo , 28 Fevereiro 2010

Apesar de não se sentir um ídolo para as jogadoras mais novas, Carla Couto admite que as 122 internacionalizações ao serviço da Selecção Nacional Feminina A fazem dela um exemplo a seguir.

Em entrevista ao fpf.pt, a avançada lusa deu conta dos projectos para o futuro e do orgulho em pertencer a um grupo capaz e forte.

fpf.pt: Enquanto jogadora mais velha e experiente do grupo, sentes que tens um estatuto de ídolo para com as mais novas?
Carla Couto (CC): Ídolo, não. Sei que tenho um estatuto diferente, por tudo o que fiz e por tudo o que tenho dado ao Futebol Feminino, mas não me sinto um ídolo. Porém, tenho consciência que sou um exemplo a seguir, porque qualquer jogadora deseja chegar onde cheguei e vêm para a selecção com esse pensamento.

fpf.pt: É hábito solicitarem-te conselhos ou ajuda em momentos mais decisivos?
CC: A mim, especificamente, não. A verdade é que, tanto eu como as minhas colegas que cá estão há mais tempo, acabamos por ter sempre uma palavra de incentivo, dentro e fora de campo. Mas a entreajuda é tão grande que, indenpendentemente da experiência que tenhamos, isso acaba por ser mútuo.

fpf.pt: Qual o momento mais marcante da tua vida, ao serviço da Selecção Nacional?
CC: Houve um momento no Mundialito do ano passado que me marcou bastante, que foi o golo diante da Finlândia. Apesar de depois ter falhado uma grande penalidade e ter ficado um sabor amargo, posso dizer que esse momento jamais o esquecerei, esse golo ficará para sempre na memória.

fpf.pt: Há uns anos atrás estabeleceste como meta alcançar as cem internacionalizações. E agora, quais são as tuas ambições?
CC: O meu primeiro objectivo é ajudar a Selecção Nacional em qualquer situação e depois é conseguir o maior número de internacionalizações. Neste momento, só o facto de estar presente na selecção é um motivo de grande orgulho, porque já há muito que não sentia um grupo tão forte, unido e com uma capacidade de trabalho tão estruturada. É uma satisfação muito grande fazer parte deste lote, por isso o sucesso desta equipa é a base para as minhas ambições.

fpf.pt: O que mudou na Selecção Nacional ao longo destes anos todos?
CC: Desde que esta equipa técnica assumiu os destinos da equipa notaram-se grandes diferenças e tornou-se uma satisfação muito grande fazer parte dela. Os técnicos criaram uma base sólida, organizaram o trabalho de forma muito séria e dedicam-se mais à preparação da equipa. Nós notamos que as pessoas que estão acima de nós estão empenhadas no nosso sucesso e isso aumenta a nossa satisfação e motivação. É mais fácil trabalhar quando sentimos que as pessoas que estão acima de nós trabalham com gosto
Eu costumo dizer que somos o espelho de quem nos treina e, se neste momento, estamos a jogar bem e de forma bastante diferente, então a equipa técnica só pode estar orgulhosa do trabalho que tem feito.
Não estou a desprezar o trabalho feito pelos técnicos anteriores, mas o empenho das pessoas que nos treinam tem dado frutos.

fpf.pt: Depois do empate frente à Roménia, como vão encarar o último jogo deste grupo?
CC:  O empate soube a pouco, por tudo que fizemos e pelas oportunidades que criámos, mas não nos tira a convicção de fazer um bom resultado amanhã e ficar em primeiro lugar do grupo. Na próxima quarta-feira [3 de Março], iremos, com certeza, manter este espírito e partiremos com vontade de mostrar a nossa qualidade, que tem ficado patente nos nossos últimos jogos.
Em qualquer desafio, o nosso objectivo é sempre fazer melhor e não será um empate que mudará essa mentalidade.

fpf.pt: Como gostarias de ser recordada mais tarde?
CC: Penso que qualquer uma de nós, das que neste momento integram este lote de jogadoras, será sempre recordada como aquela que contribuiu para a evolução da Selecção Nacional. O mediatismo que temos alcançado nos últimos anos é fruto do trabalho que temos vindo a fazer dentro e fora da selecção, daí ficarmos para a história.
Devo realçar o esforço das nossas colegas que jogam fora de Portugal e que têm contribuído para o nosso reconhecimento. É verdade que fazem o que gostam, mas não deixam de fazer sacrifícios ao estarem longe de casa, da família e dos amigos e todas devemos reconhecer esse esforço.
A mim, bastar-me-á saber que contribui para o sucesso do Futebol Feminino.

in FPF

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