“Boas anfitriãs”, in FPF

Paula Cristina é a capitã da Equipa das Quinas (©FPFFrancisco Paraíso)

Terça-Feira , 23 Fevereiro 2010

Contando já com 96 internacionalizações, Paula Cristina assume a capitania da Selecção Nacional Feminina A. Neste quarto dia de preparação da Equipa das Quinas, a médio lusa fez um balanço das actividades e das expectativas de Portugal.

fpf.pt: Depois de tantas experiências e de tantos jogos, que motivação traz para o Mundialito?
Paula Cristina (PC): A minha motivação está sempre no máximo e tendo como grande objectivo completar 100 internacionalizações, acabo por ter uma motivação extra. Como capitã, tenho tido o prazer de estar presente nos momentos mais importantes da selecção e é satisfatório ver que temos um grupo muito unido e motivado para este torneio.

fpf.pt: De todas as equipas deste grupo C, quais as mais complicadas?
PC: Hoje em dia, não há jogos fáceis, mas talvez as Ilhas Faroé sejam as menos complicadas, a avaliar pelo ranking FIFA. No ano passado, defrontámos a Áustria e ganhámos, mas sabemos que não foi fácil e essa vitória não é garantia de nada.
Por fim, só conheço as Sub-19 romenas e se a equipa principal for igual às mais novas, então estaremos perante uma boa equipa, em ascensão e com capacidade.

fpf.pt: A equipa recebeu novas jogadoras nesta competição. Como tem sido a adaptação?
PC: Estão a adaptar-se bem, até porque somos boas anfitriãs e fazemos tudo para se sentirem acolhidas. São novas, mas já trazem alguma bagagem em termos de futebol e neste momento já estão familiarizadas com os nossos métodos e com as pessoas. É claro que houve um impacto inicial a ultrapassar, mas já estão bem integradas, porque acolhemo-las muito bem.

fpf.pt: Na tua opinião, é importante para uma jogadora estrear-se pela selecção numa competição com esta visibilidade?
PC: Sem dúvida, porque é uma oportunidade para se darem a conhecer, para se mostrarem e, quem sabe, conseguir dar o salto para outros campeonatos. Estão cá representantes de muitos países e esta oportunidade pode abrir muitas portas para o futuro.

fpf.pt: E para as mais velhas, é igualmente importante?
PC: É sempre uma oportunidade para ver algumas das melhores selecções em acção e bom era se pudessemos defrontá-las para sabermos em que estágio estamos e para desmistificarmos as antigas goleadas.

fpf.pt: O Mundialito é o momento ideal para preparar a equipa para os desafios futuros?
PC: Sem dúvida, porque é no final do Mundialito que atingimos a nossa melhor forma e no fim do mês de Março teremos dois jogos muito importantes e que temos de vencer na fase de apuramento para o Mundial, por isso esta será a última oportunidade para provarmos o nosso valor.

fpf.pt: Como capitã, que conselhos tentas transmitir às mais novas?
PC: Tanto eu, como a Carla ou a Edite (sub-capitãs) fazemos tudo para que todas as jogadoras se sintam à vontade para nos transmitir seja o que for. Se tiverem problemas ou dificuldades, é connosco que podem contar, porque somos nós que fazemos a ponte com a equipa técnica.
Nós acolhemos muito bem e tentamos procurar um equilíbrio entre as mais velhas e as mais novas. Tentamos fazer com que percebam a responsabilidade que temos e que elas passaram a ter, a partir do momento que começaram a representar a Selecção Nacional, mas também tentamos fazer com que percebam que se não correr bem desta vez, na estreia, que poderão ter mais oportunidades e o mais importante é não desistir.

in FPF

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