“Evoluir e melhorar”, in FPF

Donya e Ana Cristina mostraram-se felizes pela chamada à Equipa das Quinas (©FPFFrancisco Paraíso)

Sábado , 20 Fevereiro 2010

Com a possibilidade de se estrearem ao serviço da Selecção Nacional Feminina A no pensamento, Donya Oliveira e Ana Cristina Leite deram conta das ambições para o XVII Algarve Cup, que decorrerá entre os dias 24 de Fevereiro e 3 de Março.

Oportunidade surreal e única
Com apenas 17 anos, Donya é o elemento mais jovem deste grupo de trabalho, encarando esta experiência como uma forma de potenciar o seu valor enquanto jogadora e de adquirir maior independência. “Esta é a minha primeira experiência fora do meu país e para além de me proporcionar novas formas de jogar e de abordar o jogo, vai ensinar-me a ser mais independente e a encarar os desafios futuros”, disse ao fpf.pt.

Apesar da dupla nacionalidade, a avançada do Juventus Destiny confessa ter sido fácil optar pela representação lusa, facto que espera garantir nos próximos anos. “O meu interesse está todo em Portugal e no desporto europeu. Sempre que posso, assisto a jogos de equipas europeias e interesso-me pela evolução da modalidade no país de origem dos meus pais, por isso na hora de decidir não tive grandes dificuldades. Mantenho o contacto com a cultura portuguesa, graças à minha família e é uma tradição que não quero perder, mesmo quando formar a minha própria família. Esta foi uma oportunidade surreal, única para estar entre as melhores e espero dar o meu melhor e provar que mereço estar cá nos próximos anos. Vim para esta competição com o objectivo de me adaptar à equipa, de evoluir e fazer tudo para assegurar o meu lugar.”

No que toca aos adversários do Mundialito de Futebol Feminino, Donya Oliveira destaca a evolução da formação romena. “Penso que a Roménia poderá ser a equipa mais complicada do nosso grupo, porque nos últimos anos tem evoluído muito. No entanto, sei que tudo faremos para ultrapassar as nossas dificuldades”, garantiu.

Ser um exemplo para o futuro
Salientando o apoio das colegas mais velhas, Ana Cristina Leite admite que adaptação ao métodos e rotinas da Equipa das Quinas tem sido fácil e agradável. “Os métodos e as formas de trabalhar são relativamente diferentes dos que estou habituada, mas não tem sido nada complicado adaptar-me, até porque conto com o apoio das que já cá estão há mais tempo. Tem sido uma experiência muito agradável, quer em termos profissionais quer pessoais”, explicou.

Apesar de ter ficado incrédula com a chamada à formação lusa, a jogadora garante que os principais objectivos para esta competição passam por provar o seu valor e assumir-se como um exemplo para outras jogadoras luso-descendentes. “Quando recebi a convocatória pensei que fosse mentira, não queria acreditar, mas depois de perceber que era real fiquei muito orgulhosa e tudo farei para mostrar que mereço esta oportunidade. Quero mostrar às outras jogadoras que têm dupla nacionalidade que, se trabalharem arduamente, também conseguirão chegar onde eu cheguei”.

Orgulhosa por integrar um grupo com experiência, a avançada lusa acredita que o Mundialito de Futebol Feminino lhe dará maior visibilidade no Futebol Feminino. “Estamos entre as melhores selecções do Mundo e sinto que aqui poderei ter mais visibilidade do que se estivesse num estágio de preparação. Poderei, com certeza, aprender mais, melhorar em termos técnicos, amadurecer e ganhar alguma experiência que me ajudará no futuro. É gratificante integrar um grupo com jogadoras experientes”, afirmou.

As pupilas de Mónica Jorge regressam ao trabalho no próximo domingo (21 de Fevereiro), pelas 10h30 e 16h30, no Complexo Desportivo de Montechoro.

in FPF

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