Crónica do Treinador Adjunto Simão Neto

O treinador adjunto Simão Neto facultou-nos, imediatamente após a nossa participação na pré eliminatória da Liga dos Campeões a crónica do último e decisivo jogo do Grupo C em que estavamos inseridas. Aproveitou também, para partilhar a sua apreciação geral da equipa, deixando até uma mensagem para aqueles que nem puderam estar presentes, mas no entanto, nunca estiveram ausentes.

Lamentamos o atraso desta publicação.

 

A última jornada da UEFA Women’s Champions League, pode dizer-se, não terminou da melhor maneira. No entanto, apesar de todos sentirmos ser muito difícil a nossa tarefa (passagem aos 16 avos-de-final), tal esteve muito perto de acontecer. A equipa teve uma atitude excepcional, com grande ambição, demonstrando enorme qualidade. Parecia até que jogávamos com 12 jogadoras, tal era o apoio das suplentes.

Jogámos no estádio principal do Brondby (um estádio fantástico), com uma arbitragem muito boa e contra uma grande equipa – não esquecemos que o Brondby é o 8.º clube no ranking feminino da UEFA e era o cabeça de série número 1 para esta pré-eliminatória. Apesar de jogarmos no campo adversário e termos muitas coisas contra nós, a equipa não se intimidou e, no geral, jogou taco-a taco. A comprovar isso temos a estatística do jogo: fizemos menos 1 remate que as adversárias – 10 contra 9 e, na 2.ª parte, realizámos mais remates (6 contra 5) e tivemos as três melhores oportunidades de golo do jogo. Mas o futebol é assim e nós não queremos vitórias morais, pois para o ano vamos estar outra vez aqui e vamos passar.

Lanço um repto às nossas jogadoras mais experientes: façam mais um ano! Com o nosso trabalho, em que eu acredito, com a evolução das jogadoras novas e ainda com melhoria da qualidade de treino vamos chegar lá.

Depois, tenho que agradecer o apoio que tivemos aqui (na Dinamarca) e que sentimos todos os dias através de mensagens constantes. Quero, também deixar uma palavra de agradecimento à Mister Diana, ao Mister Valentim e ao Sr. Valentim, às jogadoras Inês Quintanilha, Solange, Sara Ribeiro, Sara Machado, Raquel, Joana, Sofia Pinheiro, Beta, Flávia, Lara e Cátia Perdiz que não estiveram aqui – tudo o que fizemos de bom aqui também é vosso mérito, pois também vocês ajudaram a conseguir isso.

Para finalizar quero deixar uma palavra às pessoas responsáveis deste país. Temos que ter mais condições e apoios no futebol feminino, para que haja mais jogadoras e para que estas jogadoras não tenham de treinar às 9:30 da noite e no outro dia levantarem-se às 6 da manhã. Poderia estar aqui imenso tempo a inumerar os problemas que estas atletas têm. Mais uma vez provámos que, se tivermos iguais condições às jogadoras dos outros países somos tão boas ou melhores do que elas.

Por fim, quero que este pensamento seja o lema das nossas Guerreiras jogadoras: o cobarde nunca começa, o fracassado nunca termina, o vencedor nunca desiste (Norman Vicent Peale).

 

Se nos esforçarmos, para o ano estamos cá outra vez e vamos lutar de igual para igual com qualquer equipa que nos calhe e com um pouco de sorte vamos conseguir passar.

Por isso, O SONHO CONTINUA.

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