“Futebol Feminino na Champions”, Correio da Manhã (25.07.09)

Site do Correio da Manhã, notícia de 25 de Julho, antecipando a reportagem do jornal

Site do Correio da Manhã, notícia de 25 de Julho, antecipando a reportagem do jornal

As campeãs do Campeonato Nacional de Futebol Feminino vão disputar pelo oitavo ano consecutivo a Liga dos Campeões Feminina (UEFA), que começa quinta-feira.

Na eliminatória inaugural, a decorrer em Copenhaga (Dinamarca), o 1º de Dezembro irá defrontar o Birkirkara de Malta, o Cardiff City Ladies do País de Gales e o anfitrião Brondby. Caso as jogadoras passem esta eliminatória, será feita história, pois seria a primeira vez em que conseguiriam o apuramento para os 18 avos-de-final (com eliminatórias a duas mãos), da Liga dos Campeões Feminina.

As campeãs nacionais de futebol feminino começam na quinta-feira na Dinamarca a disputar a primeira eliminatória da Liga dos Campeões . O objectivo é fazer história

As campeãs nacionais de futebol feminino começam na quinta-feira na Dinamarca a disputar a primeira eliminatória da Liga dos Campeões . O objectivo é fazer história

“Elas têm de abdicar do seu tempo pessoal, pois todas trabalham ou estudam e  depois disso ainda têm de vir treinar”, desabafa Nuno Cristóvão, técnico do clube e ex-seleccionador nacional de futebol feminino (2000/01), sobre a coragem das suas pupilas na luta contra o preconceito e a conciliação de uma vida familiar com o desporto.

Sem qualquer tipo de remuneração –  apenas uma ajuda de custo para os transportes –, as atletas continuam o seu sonho no futebol. “O que fazemos é por puro amor à camisola”, diz Carla Couto, uma das principais  figuras do plantel.

O futebol feminino do 1º de Dezembro  sobrevive com apoios particulares, mas que não chegam face às despesas .

Além da falta de apoios, o futebol feminino debate–se com o preconceito e uma das soluções passa pela criação de escolas de  formação nos três ‘grandes’…

CARLA COUTO É A MAIS INTERNACIONAL

Carla Couto, de 35 anos, já conta com 115 internacionalizações no seu currículo, e segundo a Federação Portuguesa de Futebol qualquer jogador que atinja a marca cem em selecções A pode ser embaixador da equipa nacional. Carla  é a única jogadora a atingir essa meta, mas ainda não viu ser oficializado o merecido estatuto. Além de jogadora, Carla é auxiliar da acção educativa e colabora na Junta de Freguesia de Stª Maria dos Olivais, na secção de Desporto.

“MULHERES JOGAM PARA GANHAR”: Nuno Cristóvão, treinador do 1.º Dezembro

Correio Sport – Qual a principal diferença entre futebol masculino e feminino?

Nuno Cristóvão – A nível técnico e táctico não há grandes diferenças. O futebol é um só. Mas a verdade é que as mulheres jogam para ganhar e os homens para não perder.

– Quais as expectativas do clube para a Liga dos Campeões?

– Nós vamos jogar para o apuramento. Sabemos que vai ser difícil, em especial o jogo com o Brondby, mas estou convicto na vitória.

– Qual é a arma secreta para ganhar?

– O espírito de equipa e a vontade e ambição das jogadoras.

– Como está o panorama internacional do futebol feminino?

– Lá fora os clubes estão muito mais desenvolvidos devido aos apoios que têm. As selecções nacionais mais fortes são a dos Estados Unidos e a da Alemanha (grande dominadora a nível europeu).

Por Patrícia Oliveira, in correiodamanha.pt
 
Nota: assim que possível colocaremos online a reportagem na íntegra.
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