Entrevista a Helga Portugal

Helga no Cabo da Roca, ao serviço do 1.º Dezembro na UEFA Women's Cup 2005 (disputada em Sintra)

Helga no Cabo da Roca, ao serviço do 1.º Dezembro na UEFA Women's Cup 2005 (disputada em Sintra)

Sobre o S.U. 1.º Dezembro e o Campeonato Nacional Feminino

1. Fala-nos um pouco de ti como pessoa, como jogadora, como colega…
Penso que essencialmente sou exigente comigo própria, oriento-me por princípios que acredito e tento trabalhar para melhorar sempre.

2. O que representa para ti o 1.º Dezembro?
É o meu clube desde sempre. Sinto-me como se tivesse em casa, sempre me trataram muito bem e foi onde alcancei objectivos a nível desportivo, dos quais me orgulho muito.

3. Já conquistámos tudo o que havia para conquistar em termos nacionais. O que é que ainda te faz correr por esta camisola?
Sinto que ainda posso ajudar e há sempre coisas novas para conquistar e melhorar.

4. O que é que ainda te falta conquistar ou qual é a tua maior ambição?
A nível desportivo alcancei tudo a que me propus, tendo em conta o país em que vivo.

5. Achas que a próxima época, com a alteração dos quadros competitivos, vai ser mais estimulante e competitiva?
Sim, acho.

6. Por onde passam os teus objectivos individuais para a época 2009/2010?
Continuar a evoluir individualmente. Mas prevejo alguma dificuldade em conciliar treinos, jogos e trabalho. Principalmente porque neste momento moro muito longe de Sintra.

7. E os colectivos, como os traças?
Ganharmos a nível nacional, evoluirmos colectivamente para podermos almejar a objectivos maiores a nível internacional.

8. O que achas que precisamos, como equipa, para os alcançar?
Cada jogadora deverá concentrar-se no papel que deverá desempenhar na equipa, evoluir individualmente para que com a junção de todas essas partes exista um colectivo mais forte.

9. O que pensas do regresso do Professor Nuno Cristóvão ao Futebol Feminino?
Fantástico.

10. A Liga dos Campeões Feminina este ano também tem um formato diferente. Para além do nome, na pré-eliminatória só jogam os clubes das federações menos cotadas. Achas que temos mais hipóteses?
Penso que sim e acredito muito no trabalho que iremos fazer até lá.

Sobre a Selecção Nacional e as experiências internacionais

1. Com que idade representaste, pela primeira vez, as cores nacionais?
24

2. O que representa para ti a Selecção Nacional?
É o objectivo maior e que qualquer jogador deverá tentar trabalhar para alcançar.

3. Quantas internacionalizações possuis?
6

4. Que balanço fazes do Mundialito 2009?
O balanço é muito positivo e foi a prova que se houvesse uma aposta no futebol feminino (ao nível da formação e maior apoio económico aos clubes) a nossa selecção de certeza que nos traria muitas alegrias. Temos jogadoras fora de série e a maioria surgiu por “geração espontânea”.

5. Embora nunca tenhamos chegado a uma fase final de um campeonato oficial e tal tarefa se avizinhe quase inatingível, em termos pessoais o que ambicionas conquistar com a Selecção?
Fiquei muito contente com esta chamada à selecção para o Mundialito, mas eu deixei de jogar e voltei porque o 1º Dezembro me pediu. Achei que poderia ajudar e sou uma atleta completamente realizada a nível desportivo (tendo em conta a realidade nacional).

6. O que falta para chegar, um dia, a essas fases finais que nos escapam sempre?
Aposta no futebol feminino (formação e maior apoio económico aos clubes)

7. Gostarias de ter sido profissional de futebol?
Só se conseguisse conciliar com o que faço profissionalmente.

8. Achas que o facto de teres jogado durante largos anos Futsal condicionou, de alguma forma, a tua carreira no Futebol de 11?
A nível de selecção penso que sim.

9. Tens acompanhado a Women’s Professional Soccer? O que pensas da liga profissional norte-americana?
Acho que é o sonho de qualquer jogadora que se preze.

10. Pensas que algum dia veremos uma portuguesa a disputar esse campeonato?
Penso que sim.

Queres acrescentar alguma coisa que não tenha sido abordado nesta entrevista e que aches importante partilhar?
Falei na aposta que deve ser feita no futebol feminino por quem de direito (FPF), mas nós atletas também temos um papel importante e que devemos desempenhar. Temos de perceber que podemos ajudar nessa mudança tendo um papel activo. Seja ajudando nos clubes, criação e manutenção de blogs e fundamentalmente em cada treino tentando dar o máximo, tirando o melhor partido individualmente e pensando no colectivo, pois se aumentarmos a qualidade das jogadoras e das equipas isso terá reflexos positivos na selecção nacional e a partir dai na modalidade de forma geral.

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