Moral em alta

A atleta do SU 1.º Dezembro que se encontra ao serviço da selecção nacional do Algarve Cup 2009, Dolores Silva, falou para a FPF.

Dolores Silva ("Dó")
Dolores Silva (“Dó”)

“Moral está em alta”

Domingo , 08 Março 2009

A Selecção Nacional Feminina ‘A’ que está a participar no Algarve Women’s Cup 2009 – Mundialito de Futebol Feminino preparou este domingo, pelas 10h00, o derradeiro encontro do Grupo C agendado para amanhã, pelas 17h45, diante da Áustria, no Estádio Algarve.Mónica Gonçalves e Dolores Silva ficaram surpresas com a chamada
Após o treino que decorreu em Montechoro, Mónica Gonçalves e Dolores Silva falaram ao fpf.pt. Ambas as atletas mostraram-se algo surpreendias por terem sido chamadas pela Seleccionadora Nacional, Mónica Jorge, para participarem no Algarve Cup. “Não estava à espera. Fui chamada para o último estágio antes da competição. Substitui, na lista inicial de convocadas, uma colega que se lesionou, por isso as minhas esperanças, apesar de ter sempre acreditado, não eram muitas. Fiquei muito contente por esta chamada, até porque no último ano tinha estado parada. Foi uma excelente notícia”, confidenciou Mónica Gonçalves.“Não estava à espera. Quando soube da convocatória falei com um familiar e até chorei de alegria. Ser chamada à Selecção sempre foi um objectivo pessoal e ver esse sonho concretizado fez com que sentisse uma alegria”, revelou Dolores Silva“Moral está em alta”
Mónica Gonçalves atingiu a primeira internacionalização A nesta edição do Mundialito e, em conversa com o fpf.pt, mostrou-se “bastante satisfeita com o facto de pertencer a este grupo” que considera “fantástico”. “Fui muito bem recebida. O acolhimento foi fantástico. Já conhecia quase todas as jogadoras e elas receberam-me muito bem. O grupo é magnífico e é difícil exprimir a alegria que sinto por pertencer a este grupo”. A jogadora lusa que actua preferencialmente na zona intermédia do terreno aponta a velocidade como a principal característica. “Gosto de explorar a velocidade para ganhar espaços e desequilibrar”, explicou.

Para já espera que a Selecção possa “prosseguir com os bons resultados. Vencemos dois jogos e queremos vencer a Áustria amanhã. Temos conseguido uma boa prestação neste Torneio que é bastante prestigiado por participarem nele as melhores selecções mundiais. Sentimos que há uma grande importância à volta desta competição que se realiza em Portugal. O facto de se disputar no nosso país faz com que as nossas responsabilidades de conseguir uma boa prestação sejam acrescidas.

Para uma jogadora é sempre importante participar neste Mundialito. As vitórias têm sido muito boas e dão outra visibilidade à equipa, pois notamos que existe um maior interesse por parte dos vários órgãos de Comunicação Social que estão a acompanhar a prova. A moral está em alta e sinto que a equipa está bem fisicamente, mas temos que nos manter realistas e encarar todos os jogos com os níveis de concentração altos”, concluiu.

“Pés bem assentes”
Também a defesa Dolores Silva considera “é preciso que mantenhamos os pés bem assentes na terra. Estes resultados têm dado moral e é fundamental dar continuidade ao trabalho desenvolvido nos dois próximos jogos, quer diante da Áustria, quer no jogo de classificação na quarta-feira”, acrescentou a atleta lusa que apesar de ainda não ter completado os 18 anos de idade está bem consciente das responsabilidades. “Fazíamos parte do grupo das Sub-19, pelo que a presença nas selecções não é novidade, no entanto viemos encontrar um grupo mais maduro, com pessoas mais experientes e isso traz-nos maiores responsabilidades. Sentimos essa diferença e estamos a aprender muito com as nossas colegas mais experientes. Este grupo é muito unido e estamos a aprender com a experiência das pessoas mais velhas”.

Para o jogo com a Áustria, Dolores Silva, que tal como Mónica Gonçalves, utiliza a velocidade como uma das suas principais armas, aponta a “vitória como objectivo. Sinto que estamos muito motivadas. Já vencemos dois jogos e temos mais dois jogos para disputar e por isso não podemos desmobilizar e ficar a festejar as duas vitórias alcançadas. Poderá existir algum cansaço, mas o sucesso ajuda a motivar e a ultrapassar o cansaço físico que possamos sentir.”

O facto de ser o elemento mais novo do lote de convocadas já lhe valeu algumas “brincadeiras” por parte das colegas. “Acho que é uma situação normal…”, concluiu sem querer acrescentar mais. 

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