“Superar as expectativas”, ©FPF

Terça-Feira , 03 Março 2009

«Já com 14 anos de selecção, Paula Cristina é a capitã da Selecção Nacional Feminina A, que se estreia no Algarve Women’s Football Cup 2009 – Mundialito de Futebol Feminino já na próxima quarta-feira, diante da Polónia.

Adversário familiar
Consciente da importância do primeiro encontro para a motivação da equipa, a atleta da ARC Várzea acredita que a Polónia será uma das equipas adversárias que mais dificuldades criará à formação lusa. “Ganhar o primeiro encontro é meio caminho andado para o sucesso da equipa. Pela nossa experiência, uma vitória no jogo inaugural é extremamente motivante e ajuda-nos a encarar de forma positiva as restantes partidas. No entanto, tal como temos estudado a Polónia, com certeza que esta equipa tem feito o seu “trabalho de casa” e não nos vai facilitar a vida. É um adversário complicado porque já nos conhece relativamente bem e podem explorar melhor os pontos fracos”.

Apesar de perspectivar uma partida difícil na estreia, Paula Cristina reconhece que as restantes equipas serão igualmente complicadas e que, por essa razão, têm um longo caminho a percorrer até à final. “A Polónia é um adversário que conhecemos bem – no ano transacto Portugal derrotou as polacas por 3-1, com o País de Gales já jogámos por diversas vezes e obtivemos resultados muito diferentes, apenas não conhecemos tão bem a equipa da Áustria. Sabemos que qualquer uma delas tem valor e tem a ambição de chegar ao final bem posicionadas, por isso não se avizinha uma tarefa muito fácil para a nossa equipa”.

No que toca às aspirações para a competição, a atleta, que conta já com 88 internacionalizações, espera que a equipa possa terminar o Algarve Cup em primeiro lugar do grupo. “Era óptimo conseguirmos alcançar uma marca melhor do que a do ano passado e conseguir o primeiro lugar do grupo, sinceramente, era o ideal. Não vai ser fácil, sei disso, mas era o meu desejo. Superar as expectativas”.

Caminho difícil
Fazendo um balanço de todos estes anos ao serviço da Selecção, a centro-campista lusa diz-se orgulhosa do percurso percorrido e espera poder assistir a uma evolução gradual e constante da modalidade. “É muito gratificante ver onde cheguei. Foi difícil chegar, conquistar um espaço e defendê-lo. Tenho tido experiências muito boas e sei que vão continuar a haver bons momentos, porque, apesar da diferença de idades neste grupo, somos muito unidas e trabalhamos todas com o mesmo objectivo. Nestes últimos anos, o Futebol Feminino tem evoluído bastante, o que é muito positivo para todas as que se dedicam à modalidade. Porém há ainda um longo caminho a percorrer, muito a fazer para que possamos ser cada vez melhores no que fazemos”.

Enquanto capitã de equipa, Paula Cristina assume um papel diferente e de maior responsabilidade perante as colegas de equipa. “Envergar a braçadeira de capitã obriga a um comportamento diferente, a uma postura de maior responsabilidade perante as minhas colegas. Além disso, e porque represento a equipa, tenho de ter uma atitude diferente daquela que teria noutras situações. Sou como uma “autoridade” em campo, por isso tenho de ser mais consciente perante os árbitros, adversários ou a equipa técnica”.

A Selecção Nacional Feminina A entra em campo na próxima quarta-feira, pelas 17h45, frente à Polónia, no Estádio Municipal de Albufeira.»

Paula Cristina, jogadora do Várzea (© FPF)

Paula Cristina, jogadora do Várzea (© FPF)

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