“Associação das Mulheres e do Desporto queixa-se de os torneios de Futsal e Futebol não terem vertente feminina”

17/05/2009

Público de 16 de Maio de 2009

Público de 16 de Maio de 2009

«Um grupo de mulheres praticantes de futebol de onze e de futsal está a promover uma petição à Assembleia da República contra a discriminação de género na organização da 2.ª edição dos Jogos da Lusofonia, que se realiza em Portugal entre 11 e 19 de Junho. Alfredina Silva, Daniela Costa, Fernanda Piçarra, Helena Bento, Helena Costa e Isabel Cruz são as promotoras desta petição on-line que pretendem entregar na Assembleia da República no início de Junho.

Isabel Cruz, dirigente da Associação Mulheres e Desporto, explicou ao PÚBLICO que há selecção de futebol de onze e de futsal em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Sri Lanka e Índia, pelo que considera “estranho não entrarem nestes segundos Jogos” as selecções femininas. Tanto mais que em 2006, na 1.ª edição dos Jogos da Lusofonia que decorreu em Macau, “havia modalidades, como o básquete e o vólei, que não tinham equipas de todos os países”.

A promotora da petição sustenta ainda que esta exclusão cria “um desnível de participação e faz descer a participação feminina neste torneio em 26 por cento”. E lembra que desde 1991 que a Carta Olímpica contempla a igualdade de género, pelo que não há novas modalidades olímpicas que não abranjam ambos os sexos.

O presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), Vicente Moura, responsável pela participação portuguesa neste torneio, declarou ao PÚBLICO que considera esta petição “um disparate”. E argumentou que “os Jogos têm um perfil e condicionantes específicas”. E contra-ataca: “E por que não há natação? Por que não participam as selecções de hóquei em patins, em que Portugal tem grandes tradições, por exemplo? Por que havia de estar o futebol feminino?”, questiona, defendendo que “é preciso que haja equipas em todos os países participantes nos Jogos da Lusofonia”.Vicente Moura afirma ainda que há limitações financeiras e logísticas à expansão das modalidades: “Os Jogos já custam à volta de três milhões de euros. Se crescerem muito, ninguém vai querer realizá-los e a sua continuação torna-se insustentável”, declarou o líder do COP.

As modalidades contempladas nesta 2.ª edição dos Jogos da Lusofonia são futebol de onze, futsal, atletismo, basquetebol, voleibol e voleibol de praia, taekwondo, ténis de mesa, desporto para deficientes e judo, que é uma estreia. Mas apenas o futebol de onze e o futsal não abrangem as equipas femininas.»

In publico.clix.pt, via C.P. Martim

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“Duisburgo não faz por menos”

17/05/2009

 

1ª mão UEFA Women's Cup 2008/2009, Zvezda 2005 vs Duisburg

1ª mão UEFA Women's Cup 2008/2009, Zvezda 2005 vs Duisburg

O Duisburgo, campeão alemão, bateu o Zvezda 2005 por 6 bolas a zero.

“Duisburgo não faz por menos”

A capitã de equipa do FCR 2001 Duisburg, Inka Grings, assinou um “hat-trick” e ajudou as alemãs a golearem fora o Zvezda-2005 na primeira mão da final da Taça UEFA Feminina, em Kazan.

Imperiais
As anfitriãs foram, desde o apito inicial, forçadas a defender com afinco, sendo que o Duisburgo falhou mesmo a conversão de uma grande penalidade, antes de ganhar vantagem a três minutos do intervalo, através de Femke Maes. Grings não desperdiçou um segundo penalty para o Duisburgo aos 62 minutos, num lance que precedeu uma verdadeira chuva de golos tardios. Um remate certeiro de Fatmire Bajramaj, um outro de Maes e dois de Grings nos últimos seis minutos do encontro fizeram com que a partida da segunda mão, agendada para a Alemanha na sexta-feira, seja pouco mais que uma formalidade para o Duisburgo.

Penalty desperdiçado
As primeiras ofensivas do Duisburgo deitaram por terra as palavras proferidas por Grings antes do encontro, que apontavam para uma abordagem cautelosa por parte das visitantes. Controlando desde muito cedo as operações, apenas os reflexos de Nadezhda Baranova impediram o 1-0 para o Duisburgo logo aos 12 minutos, com a guarda-redes do Zvezda a voar para a sua direita e a deter o penalty cobrado por Linda Bresonik, isto após uma mão na bola de Alla Lishafai.

Golo de Maes
O Zvezda não conseguiu “acordar” com esse lance e acabou por ver Simone Laudehr, Bajramaj e Marina Hegering ficarem muito perto de marcar para o Duisburgo. E quando parecia que as russas tinham, finalmente, assentado o seu jogo, o Duisburgo logrou adiantar-se no marcador quando Grings assistiu Maes e a internacional belga fez a bola passar por cima de Baranova.

Segundo penalty
O Zvezda regressou bem dos balneários e ameaçou chegar ao empate, tendo Olesya Kurochkina sido a protagonista da melhor oportunidade da equipa da casa. No entanto, tal como no primeiro tempo, o Duisburgo marcou quando o Zvezda atravessava o seu melhor momento. Natalia Barbashina deu mão na bola no interior da sua área e permitiu a Grings duplicar a vantagem das germânicas.

“Hat-trick”
O 3-0 não tardou muito, com Grings a proporcionar o remate vitorioso a Bajramaj. A defesa anfitriã começou, então, a cometer muitos erros e isso foi devidamente aproveitado pelo Duisburgo. Maes aumentou a vantagem na sequência de um disparo no interior da área e, dois minutos volvidos, Grings assinou o quinto golo ao dar o melhor seguimento a um cruzamento da direita. A capitã do Duisburgo completou o seu “hat-trick” já nos descontos, deixando ao Zvezda a missão de jogar apenas pelo seu orgulho na segunda mão.

in pt.uefa.com